Claudia Celeste, a primeira trans a fazer novela no Brasil;

Em entrevista exclusiva, artista revela detalhes da carreira e novos planos

Rodrigo Faro é a favor do casamento gay

"É necessário assumir uma postura, sem falso moralismo"

Travestis e transexuais debatem

Você acredita em Deus? O que é ser mulher? Homem que fica com travesti é gay?

Entrevista exclusiva com a diva Natasha Dumont

Dona de 15 títulos de miss, musa relembra carreira, fala sobre beleza e depressão

'Patricia Araújo em Salve Jorge'

Atriz trans comemora oportunidade na trama de Gloria Perez

quarta-feira, 15 de maio de 2013

“Qualquer mulher pode se apaixonar por Thammy”, diz Patricia Araújo

 
Patricia Araújo e Thammy nos bastidores de Salve Jorge

Dividindo as cenas e os bastidores da novela Salve Jorge com Thammy Miranda, a atriz trans Patricia Araújo afirma com exclusividade ao NLucon que qualquer mulher poderia se apaixonar pela intérprete da policial Jô. Segundo Patricia, Thammy surpreende pelo talento e principalmente por sua postura extremamente educada.



“Thammy é um amor de pessoa e estou muito impressionada. É uma mulher com aparência e postura de menininho que dá a cadeira para a gente sentar, pergunta se estamos bem, é sempre muito solícita, preocupada, educada... Em um mundo que falta tudo isso, tenho certeza que qualquer mulher poderia se apaixonar por ela”, diz.

Patricia afirma que aprovou o visual de Lohane, mas que prefere Thammy ao natual. “Acho que ela ficou bonita de mulherão, mas gosto dela mais com os cabelos curtos, com o jeito natural. Brinco que somos gatinha e gatinho”, conta.

De acordo com a atriz, Thammy é um exemplo de que as pessoas só precisam de oportunidades. “Ela está arrasando na novela e provou que tem talento. Acho que a Gloria [Perez] acertou quando a convidou e quebrou os tabus. É a prova de que o artista não tem sexo, sexualidade ou gênero”.
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Patricia grava Salve Jorge, da TV Globo

Paloma Bernardi revela que ex-traficada a abordou em aeroporto: “São histórias aterrorizantes”

Paloma Bernardi em cenas de Salve Jorge

Na pele da aspirante a vilã Rosângela, de Salve Jorge, da TV Globo, Paloma Bernardi revela que se surpreendeu ao ser abordada por uma ex-traficada da vida real em um aeroporto. De acordo com a atriz, em declaração exclusiva ao NLucon, o encontro marcou a sua vida e provou que a trama de Gloria Perez é fiel à realidade das vítimas do crime.


“Voltando de um trabalho publicitário em Salvador, uma mulher veio conversar comigo no aeroporto. Ela disse que foi traficada e que estava se identificando com as histórias das traficadas, principalmente com o que ocorreu com a Morena [Nanda Costa] e Jéssica [Carolina Dieckman], que morre no decorrer da novela. Fiquei surpresa por ver a novela espelhar a realidade”.

A mulher pediu para não ser identificada em entrevistas e contou que foi convidada por uma agenciadora a ir à Portugal.  “Ela foi chamada para ser balconista, mas quando chegou, assim como mostra a novela, ela foi trabalhar em uma boate. Depois de muitos anos, conseguiu pagar a dívida com muito suor da escravidão sexual e voltou para o Brasil. Até hoje não contou nada para a família”.

Paloma afirma que não tinha conhecimento sobre o que representa o tráfico internacional de pessoas e que achava que se tratava de mera ficção. “A gente acha que é coisa de filme, sabe que existe, mas não dá tanto crédito. A partir do momento em que soube que interpretaria a Rosângela, mergulhei no assunto, assisti a filmes, vi casos de famílias que perderam suas filhas, fui a casas noturnas para ver essa realidade”. 

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A atriz conta que chorou bastante em seu laboratório e que tudo foi muito pesado. “Cada história que tive contato é aterrorizante. No primeiro filme, que foi o Tráfico Humano [assista abaixo], tentei assistir com a minha família. Mas meus pais saíram no meio, depois o meu irmão foi deitar e eu fiquei o final. Dá vontade de levantar a bandeira contra o tráfico e acho bacana a Gloria levar o assunto à tona para as pessoas prestarem atenção. É um caminho sem volta”.

O que vai ficar de Rosângela?

“Vou adotar o ruivo para a minha vida. As pessoas gostaram da cor do cabelo e eu também acho que fiquei bem, me sinto mais poderosa”, declara, com bom-humor.

Feliz com o visual, a atriz admite que, para manter os fios saudáveis, passa por um verdadeiro (e constante) tratamento de hidratação e cuidados especiais, pois a cor desbota com o tempo.

“De 20 em 20 dias, pinto e faço hidratação em casa. Também faço uma hidratação profunda no salão de 15 em 15 dias. O cabelo fica muito ressecado, pois faço muita escova e babyliss para a novela, portanto hidratação é a alma do negócio (risos). Estou amando cabelo vermelho”. 


Assista ao filme Tráfico Humano 

Top trans, Felipa Tavares visita bastidores de "O Dentista Mascado" e recebe elogio de Marcelo Adnet

Com Marcelo Adnet: "Ele é lindo e talentoso"

A modelo Felipa Tavares – a trans da agência 40 Graus que brilhou no Programa do Jô no último ano – voltou a visitar os bastidores da TV Globo na quinta-feira (7). A bela, que declarou que pretende futuramente investir na carreira de atriz, conferiu as gravações do humorístico O Dentista Mascarado e, de quebra, recebeu um elogio de Marcelo Adnet.

“Visitei um primo que trabalha no Vídeo Show e aproveitei para conhecer os bastidores do Projac. Participei de uma gravação do Dentista Mascarado e tive o prazer de ver o Adnet em cena. Amei, pois acompanho o trabalho dele desde a MTV e o considero lindo e talentoso. Fiquei feliz quando ele disse se surpreendeu com o quanto sou feminina e que ninguém até então havia notado que eu sou trans”.

Felipa afirma que sempre gostou dos textos de Fernanda Young e Alexandre Machado e que adorou o novo trabalho dos autores. Para ela, a união de Young, Machado, Adnet, Taís Araújo e Leandro Hassum deixou as noites de sextas-feiras mais divertidas. “Me divirto muito em casa com eles, então foi uma emoção muito grande ver o clima dos bastidores”.

A modelo comemora a fase positiva para as artistas transexuais na emissora e diz que torce para que novas portas se abram - inclusive em O Dentista Mascarado. “Fico feliz de ver essa nova geração de meninas trans, como no BBB, nas passarelas e em Salve Jorge... Agora, temos outras opções de trabalho e novas referências”. 

Para o público que pede novidades quentíssimas, Felipa avisa que prepara para quinta-feira [16] o seu primeiro ensaio sensual. Depois do sucesso dos temas exército, casamento, praia... o novo editorial promete!
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Felipa nos bastidores da Globo
Editoriais de Felipa Tavares

Atriz e ex-BBB, Sol Vega brilha em festa voltada para travestis e transexuais: "Sempre admirei o talento das artistas trans"


Sol Vega, que participou da quarta edição do Big Brother Brasil, da TV Globo, foi destaque da festa Terça Trans, a única voltada para as travestis e transexuais de São Paulo. Na ocasião, a atriz e ex-BBB foi convidada para entregar o troféu Gogó de Ouro para um concurso de dublagem e investiu em uma blusa decotada e uma saia com muito brilho.

Anunciada como um grande exemplo de superação pela apresentadora Paty Delli, a artista subiu ao palco e recebeu muitos aplausos. “Sempre gostei da comunidade LGBT e sempre admirei as travestis e transexuais pela coragem de se assumirem e pelo talento. Fiquei impressionada e pude sentir o carinho das trans e dos gays que frequentam o espaço”.

Nos bastidores, Sol tirou fotos com o público da casa, conheceu as divas Marcinha do Corinto e Carla Hellen e contou as novidades de sua carreira pós-BBB. Atualmente, ela se dedica ao teatro e prepara para dar vida a uma patricinha na peça Morro da Trincheira, encenada no Rio de Janeiro a partir de setembro.

“Começo a ser reconhecida pela carreira de atriz e isso, depois de tanta luta e tantos cursos, é o mais importante. A arte e as manifestações artísticas me encantam e é por isso que adorei visitar o espaço. Também estarei em um musical e, na preparação, tive até que bater-cabelo”, revela Sol com o seu inconfundível sorriso. 

Confira as fotos abaixo:  

"Público LGBT sempre foi muito carinhoso comigo"

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Trans em debate: Travestis e transexuais falam sobre suas mães

Carla Potyra e Suellen comemora Dia da Mãe com Eliane Miranda

Mãe é aquela que cuida, que educa, que dá a luz e puxões de orelha e que ama o seu filho incondicionalmente. Como já escreveu Mario Quintana, mãe tem apenas três letrinhas que, assim como a palavra céu, cabem todo o universo. 

No mundo, existem todos os tipos de mães, inclusive aquelas que são escolhidas pelo filho no decorrer da vida. Há também pais que exercem a função de pai e mãe. E amigos, que acabam sendo o único ombro nos momentos de aflição.

A Record de BH produziu a reportagem "Mãe é exemplo de amor", sobre Eliane Miranda, uma despachante previdenciária e mãe de duas filhas transexuais: Carla Potyra e Suellen. Consciente do seu papel, ela aceitou as filhas, aconselhou e apoiou as suas escolhas [assista o vídeo no fim do post]. 

Neste domingo (12) comemora-se o Dia da Mãe, uma data significativa para todas as pessoas que tiveram a felicidade de ser contemplados por uma mãe.
Abaixo, o depoimento emocionado de travestis e transexuais sobre suas matriarcas. 
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Fernanda Vermant: “Minha mãe me aceitou bem, dava até as roupas dela para eu vestir”

“Minha mãe sempre foi muito importante para mim. Só tenho lembranças carinhosas dela na infância: muito carinho, muito abraço, muitos cuidados, me levando ao médico, me entupindo de remédios para eu engordar (risos). Porém, minha mãe é evangélica e isso prejudicou muito no meu desenvolvimento como menina. 

Sempre tive medo que ela descobrisse que eu não era um menino como os demais. Que eu era na realidade uma menina que gostava de meninos.

Na escola, minha mãe sofreu muito por eu não querer ir, brigando com professores e diretores. Ela pensava que era porque eu era magra. Mas, na verdade, havia professora que tinha preconceito. E eu ficava triste por não ir à fila das meninas, não entrar no banheiro das meninas, não ter o cabelo grande, todas essas questões.

No período escolar, mesmo sem eu falar nada, minha mãe dava todo carinho que eu precisava, após sofrer tanto. No pré, eu chorava para não ir à aula e ela ficava louca. Na primeira série, morria de vergonha dos meninos e os mais velhos faziam brincadeiras comigo. Somente na educação física, uma professora deixou eu brincar com as meninas, enquanto os meninos jogavam bola.

Cresci, contei para minha mãe que eu achava que era gay, mas conforme fui desenvolvendo consegui entrar na minha transição. E ela aceitou super bem, me dando até as suas roupas para eu usar quando não queria mais as minhas.

Amo muito minha  mãe, demais! Ela não soube lidar com uma criança transexual, porém ela me deu todo carinho desse mundo na minha infância. Fica aqui o meu eterno agradecimento”. 
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Luiza Gaúcha: “Minha mãe foi a única pessoa que me acompanhou durante o processo de transformação”

“A relação com minha mãe sempre foi muito positiva. Durante a minha juventude, ela era a única pessoa que me acompanhava em casa durante o meu processo de transformação. Ela sempre apoiou minhas decisões, além de dar vários puxões de orelha (risos).

Meus irmãos também tiveram um papel importante na minha felicidade, mas eles sempre tiveram a insegurança do sofrimento que eu poderia passar durante a minha vida por conta do preconceito. Mas a preocupação de todos eles me ajudou a me preparar melhor para o mundo.

Se eu sou uma pessoa bem resolvida com a vida, por trás disso está a minha mãe e toda a minha família, que sempre me apoiou e me ajudou a ser uma pessoa melhor. A família é a base de tudo, sem o apoio deles a caminhada seria muito mais difícil. Eu posso dizer hoje: Tenho a melhor mãe do mundo. Obrigada mamãe por tudo”.

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Kimberly Luciana Dias: “Conto com ela para tudo. Quando acordo de uma cirurgia estética, ela está sempre ao meu lado"

Minha mãe só veio aceitar a minha sexualidade e identidade de gênero no dia que fui independente. E acho que até hoje existe dentro dela a esperança de que um dia eu volte para o armário (risos). 

Quando era criança e morava no interior de São Paulo, eu achava bonecas – aquelas sem alguma parte do corpo – nos lixos e brincava com elas. Mas minha mãe nunca aprovava, sempre dando o fim nas mesmas. Quem me deixava brincar era o meu pai. 

É importante dizer que, independente da incompreensão na infância, o amor de mãe para o filha [ou filha], isso nunca mudou. Minha mãe nunca deixou de me amar por esse caminho que tenho ou por qualquer outra razão. 

Posso contar com ela para tudo, desde um momento de ajuda financeira, doença, uma cirurgia para ficar mais próxima da beleza feminina... Quando acordo no hospital, ela está ao meu lado para cuidar de mim.

Não posso culpá-la de nada que passei lá no passado, já que ela foi educada para não aceitar isso – acredito que eu seja a única LGBT da família - mas ela dá uma lição de vida ao se reeducar. 

É curioso porque, toda vez que minha mãe escuta a música “No Dia Em Que Eu Saí de Casa”, do Zezé Di Camargo e Luciano, ela chora. Então, é muito amor de mãe mesmo!”.
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Alessandra Oliveira: “Minha esposa é o meu maior exemplo de mãe”

“Quando se fala de mãe, lembro de duas pessoas: primeiro a minha avó, que me criou com muito carinho em meio às dificuldades e, em segundo, a minha esposa, que é uma mãe muito boa e uma mulher dedicada aos nossos três filhos. Minha esposa está sempre preocupada com o bem-estar deles e eu a admiro muito.

Um fato que me marcou foi quando nossa filha mais velha estava doente e com muita febre. Morávamos muito longe do hospital, não havia mais ônibus e fomos a pé até lá. Foram duas horas de caminhada, eu empurrando o carrinho e ela tentando controlar a temperatura. Graças a Deus, tudo terminou bem, mas pude ver o amor de uma mãe por seu filho.

Ela sempre foi uma mulher que trabalhava, mas quando tivemos nossos filhos [são três] ela teve que ficar em casa para cuidar deles. Ela tentou voltar a trabalhar várias vezes, mas sempre algo acontecia com um dos nossos filhos e ela tinha que voltar correndo para cuidar deles. Hoje, chegamos a conclusão que é melhor ela ficar em casa, pelo menos até eles crescerem.

Tenho certeza que ela faria qualquer coisa por nossos filhos, pois com ela diz: ‘Nossos filhos são a vida dela e ela é a minha. Então, para mim, minha esposa é um grande modelo de mãe”. 

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Lirous K'yo Fonseca: "Não sei o que seria de mim se minha mãe não fosse a guerreira que é"

Ao invés de falar o quão minha mãe é isso, ou aquilo, resolvi trazer um relato de uma situação complicada que passei, e que até hoje não sei o que seria de mim se a minha mãe não fosse a guerreira que ela é. Sempre preocupada com a minha saúde e educação, vive a minha volta. Aliás, quem trouxe o videogame para a minha vida foi ela, dessa forma passaria segura dentro de casa ao invés de estar correndo riscos pela rua.

No meu primeiro casamento, tive problemas. Meu marido na época, isso aos 18 anos, era extremamente ciumento e a nossa relação começou a ficar tensa. Com a diferença de idade muito grande – ele tinha 45 – isso pesou. Eu estava num período de descobrimento, querendo ver o mundo, e ele em fase de querer ver o mundo sentado em frente a TV. Começamos a brigar e aos poucos a violência começou a habitar o nosso lar.

Com medo, acabei fugindo para os braços da minha mãe, que me acolheu em uma época tão delicada de sua vida. Havíamos perdido uma pessoa muito especial, minha tia, irmã da minha mãe, que faleceu de enfisema pulmonar. Logo depois apareceu a chance de sair da cidade. A minha vida e a vida dos demais estavam um caos – ele chegou a ameaçar botar fogo na casa de um amigo, se ele me acolhesse.

Quando me preparava para sair da cidade, descubro que minha mãe também está com enfisema pulmonar. Decido ficar. Porém, três dias antes da minha viagem, minha mãe vai escondida ao centro, compra uma mala, guarda minhas coisas e diz: “Você tem que ir, não pode ficar. A mamãe vai ficar bem indiferente do que aconteça, não vou ficar se se acontecer alguma coisa com você”. E eu fui e me abriguei na casa de religiosos

Por este episódio, é possível notar que a relação que tenho com minha mãe é de uma extrema cumplicidade, estamos sempre muito agarradas. Desde pequena, minha mãe foi super protetora, nunca gostou que eu me afastasse de perto dela, nem mesmo depois de casada. Hoje, somos eu, meu marido, meu pai e minha mãe. Minha mãe é de extrema importância na minha criação como pessoa, sempre me apoiou e sempre esteve ao meu lado, aliás os meus pais sempre estiveram. Para mim, não há dia depois de amanhã sem estar com a minha mãe.

Para os meus pais, ainda não cresci e acho que nunca vou crescer (risos). Os cuidados são os mesmos, minha mãe não dorme enquanto eu não chego em casa, seja a hora que for, e passa o tempo inteiro me oferecendo comida, vendo se estou com os pés descalços no frio ou se eu estou "apta" a sair na rua, pois ela verifica desde a roupa que eu estou vestindo até mesmo a minha maquiagem. Aprendi muito do que sei com ela e, hoje, é ela que está aprendendo comigo.

Meus pais largaram a vida que tinham no RS para ficar ao meu lado e nunca mais ficarmos separados. Não tenho como fazer uma homenagem a minha mãe sem falar no meu pai e vice-versa. Ambos são como se fossem um só e vivem dessa forma e me inspiraram para que o meu casamento siga nesses moldes”. 
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Reta final! Saiba o fim dos personagens de "Salve Jorge"

Lívia terá momentos de garota de programa e Théo vai salvar a filha

A novela Salve Jorge chegará ao fim no dia 17 e os telespectadores já começam a se perguntar sobre o desfecho dos personagens. O NLucon foi informado sobre alguns finais e, tendo a consciência de que não vamos estragar a surpresa, afinal o mais importante é saber COMO eles vão ocorrer [e não necessariamente O final], vamos divulgar para vocês.

No último capítulo, Theo (Rodrigo Lombardi) irá à Turquia para resgatar a sua filha com Morena (Nanda Costa) - Jéssica Vitória, que será sequestrada pela máfia de Lívia (Claudia Raia). Com a ajuda de Zyah (Domingos Montagner) e Adam (Duda Ribeiro), “o cara” de Salve Jorge salvará a pequena, voltará ao Brasil com a filha no colo e nos braços da amada..

O final da vilã Lívia Marini (Claudia Raia) será complexo. Ela não vai morrer como Nazaré, não terá a redenção como Carminha e tampouco vai se livrar como Tereza Cristina. A megera será traída por seus capangas, fugirá antes de a boate ser invadida pela polícia e voltará a ser garota de programa de um prostíbulo barato na Europa. Apesar da fuga, Lívia será descoberta e acabará presa ao lado de Wanda (Totia Meirelles).

Rosangela (Paloma Bernardi) receberá uma forcinha de Morena para fugir – já que a aspirante a vilã ajudou a mocinha na fuga da Turquia. Mas deverá acabar presa ao desembarcar no Brasil. Irina (Vera Fischer), que ao lado de Russo (Adriano Garib) irá se virar contra Lívia no final, também ficará atrás das grades. 
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Jô vai dançar nova música de Gretchen e seduzirá Russo

A cereja do bolo da vingança contra os vilões acabará no colo de Russo (Adriano). O capanga será seduzido por Jô/Lohanne (Thammy Miranda) e irá para a cama. Lá, será algemado e, acreditando que terá uma noite de amor com a “dançarina”, se espantará ao ver todas as traficadas entrarem no quarto e se vingarem de todos os tabefes que levaram. Após a surra de cinco minutos, ele será preso.

A travesti Anita (Maria Clara Spinelli) será liberta ao lado das demais traficadas. Não fomos informados se ela finalmente conseguirá a operação de readequação sexual [o motivo que a fez cair no golpe de Wanda], mas sabemos que ela ficará com o fofo gatinho de Russo, Yuri.
A trans Priscila (Patricia Araújo) estará no dia da invasão, será liberta e passará os seus dias livres, assim como Waleska (Laryssa Dias), que terá sorte no amor. Longe da boate, Waleska tentará se prostituir por conta própria, mas receberá uma proposta irrecusável do policial Almir (Murilo Grossi). Eles terminarão juntos. 
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Priscila e Anita serão libertas e se vingarão de Russo

Berna (Zezé Polessa) não será presa por ter colaborado e financiado o sequestro de Aisha (Dani Moreno). A ricaça será perdoada por Mustafá (Antonio Calloni) e terá uma vida linda na Turquia. Ela também será perdoada pela filha adotiva, que depois de passar um tempo no Alemão retornará ao antigo país.


O capitão Élcio (Murilo Rosa) se dá mal. A organização da competição de hipismo da Turquia descobre a sua fraude na competição e ele acaba sendo cortado da equipe do Regimento do coronel Nunes (Oscar Magrini). 
A delegada Helô (Giovanna Antonelli) reata o casamento com Stênio (Alexandre Nero) e a insistente empregada Cleusa (Luci Pereira) – responsável pela volta do casal – será a madrinha. Eles descobrem ainda que serão avôs, uma vez que Drica (Mariana Rios) e Pepeu (Ivan Mendes) terão um filho.

Zyah (Domingos) dará um pé na bunda da amante Bianca (Cleo Pires) e vai manter o seu casamento com Ayla (Tânia Khalill), que ficará grávida. No discurso com a estrangeira, ele dirá que a sempre verá como uma “boa lembrança” e voltará para a mulher.
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Stênio e Helô reatam casamento; Thompson e Lucimar terminam juntos

Como já é esperado, Lucimar (Dira Paes) fará par romântico com o mordomo Thompson (Odilon Wagner). Ele vai superar as diferenças de educação e vida e passará a investir no amor pela empregada doméstica.

Erica (Flávia Alessandra), que tanto sofreu em sua vida amorosa, vai sofrer mais um pouquinho no fim da novela. Ela perderá o filho de Theo ao ser atropelada por Haroldo (Otaviano Costa), mas como brinde ficará com o bonitão – que curiosamente na vida real é o seu próprio marido. Essa sofreu...

Outros casais serão Amanda (Lizandra Souto) e Celso (Caco Ciocler), Aida (Natália do Valle) e o coronel Nunes (Magrini), Antônia (Letícia Spiller) e Carlos (Dalton Vigh), Delzuite (Solange Badim) e Pescoço (Nando Cunha). 
E, claro, Morena e Théo...

Gostou? 
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Após aprontarem todas, vilões ficarão presos em Salve Jorge

Criadora da Terça Trans, Paty Delli supera preconceito, calote e homenageia divas: "Cuido da festa e a festa cuida de mim"

Paty Delli e Leona Top Fluor, que é a hostess da festa

Todas as terças-feiras, a produtora de eventos Paty Delli promove a festa Terças Trans, curiosamente destinada às travestis e transexuais de São Paulo. O espaço intimista e harmônico [para todos do grupo LGBT e héteros] conta com shows de dublagem, homenagens a divas trans, brincadeiras com gogoboys e até concursos de miss.

A ideia surgiu há três anos e tornou-se a grande paixão da vida [e razão de viver] da produtora. Quem a vê correndo de um lado para o outro, vendo todos os detalhes – e dando o sangue para conseguir realizar mais uma edição do evento - percebe o brilho no olhar e o carinho que ela sente pela festividade, pelos convidados e seus frequentadores.

Paty quer levar as travestis e transexuais para outro patamar e ressaltar o trabalho de quem já fez tanto pela arte da comunidade LGBT. E, nesta caminhada dos bastidores [às vezes, ela se arrisca nos palcos também], a loira conseguiu se destacar e chamar atenção. Tanto que concorre ao prêmio de Talento Transexual 2012 do site Papo Mix.

Abaixo, uma entrevista com a responsável, profissional e cativante produtora da única festa feita por [e para as] travestis.

- Você comemora três anos de Terça Trans. Quando promoveu a primeira festa de sua carreira? 

As primeiras festas foram para o meu aniversário. Chamava algumas amigas que faziam shows e levava todo mundo para o espaço. Era sempre um evento muito bacana e, com o tempo, começaram a falar para eu expandir e tornar uma festa fixa. Há três anos, organizei um evento que homenageou a grande artista Carla Hellen, que é uma pessoa que eu conheço há muitos anos e que eu adoro. Depois, começamos a fazer outras homenagens e valorizar outras trans talentosas. A Carla tornou-se a madrinha. 
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Paty e a Miss Pluss Size Gay, Carla Hellen e Salete Campari
  
- Mas por que uma festa voltada para as travestis?

Notei que existem festas para o público lésbico, para todos os grupos de gays e até crossdresser, mas nunca escutei falar de uma festa voltada para travestis. Refleti e vi que muitas pessoas acham que a travesti não consegue ir além do óbvio, da marginalidade, da prostituição. A sociedade dá um limite para nós e faz vigilância para ver até onde vamos. Então decidi criar uma festa para todas aquelas que conseguiram superar o preconceito, ou seja, para as divas que fazem shows, que viajam o mundo trabalhando e para aquelas que vivem bem em sociedade. É uma festa que mostra que travesti não é bagunça. 

- Mas uma festa às terças-feiras é ainda mais atípica, não?

No começo, era uma vez por mês e foi em uma segunda-feira. Passamos para 15 dias e, hoje, abrimos todas as terças. Escolhi essa data porque era o único dia em que São Paulo não promovia uma festa para a comunidade LGBT. Na segunda já havia três, na quarta a Salete [Campari] abre a Danger, daí quinta, sexta, sábado e domingo são os dias tradicionais de boate, então só sobrou a terça. Mas foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, pois o nome pegou de uma maneira incrível. Agora, temos dois “T”s, o de terça e o de trans. É uma obra de Deus e do destino.

- É difícil criar, organizar e manter uma festa destinada às travestis? 

Se eu disser que foi e é fácil, estarei mentindo. As pessoas não acreditam que uma travesti pode fazer uma festa de qualidade. Como tudo na vida de uma trans, é muito difícil superar e realizar um trabalho, seja ele qual for. No começo, ninguém apoiou, ninguém patrocinou, ninguém acreditou. Até mesmo as travestis tinham receio de vir, pois pensavam que a festa só teria travesti. Hoje, os poucos incentivos que temos são muito importantes. Podemos respirar, mas ainda não dá para soltar a corda. A coisa não tá boa ainda, mas com certeza todo dia de festa é a superação de um obstáculo.
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Com a diva Natasha Dumont e dançando no palco da casa

- Você disse que as travestis achavam que na Terça Trans só entrava travesti. Gay não pode entrar?

Nós não temos preconceito com ninguém, fazemos uma festa democrática. Entra gay, lésbica, héteros, casal, travesti, transex, drag, crossdresser. No início, a gente até queria só travesti, mas daí uma travesti trouxe um amigo, outra trouxe variadas companhias e eu também comecei a sentir vontade de trazer meus amigos gays. Naturalmente, criou-se uma festa que é denominada trans, mas que o público é formado por um mix de pessoas. E com zero de brigas. Todo o convívio é gerado em torno da amizade e não importa como você se veste ou como você se aceita. O que importa é que você se divirta.


- Como surgiu o seu interesse pela cultura trans? Se inspirou em alguém?

Eu assistia aos shows de travestis que tinha no Programa Silvio Santos. Ficava encantada, achava bonito, diferente... Lembro principalmente da Marcinha [do Corinto], que estava sempre lá. Não cheguei a me inspirar em ninguém, mas com certeza elas foram um alicerce para a construção de quem eu sou. Hoje, além da admiração como artista, eu as tenho como amigas. Também as admiro como amigas.

- Além dos shows, o que tem mais na Terças Trans?

Os shows realmente são o ponto alto, mas toda festa é diferente. Também temos sorteios, alguns concursos, como o Miss Plus Size Gay e o concurso do gogoboy, as homenagens.. Temos contato com algumas Ongs, que informam como agir quando somos vítimas de preconceito e fazem orientações. Para você ter uma ideia, sorteamos até próteses de uma clínica e realizamos o sonho de 12 trans. É emocionante porque, quando começou, não tinha noção do que iria acontecer. Mas hoje a festa faz parte da minha vida e de muitas meninas.
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"Não tivemos uma briga sequer desde a primeira festa"

- O que você fazia antes de se tornar uma produtora de eventos?

Minha história não é diferente da maioria das travestis. Em Salvador, tive uma vida de prostituição e não sabia o que ia fazer. Montei um salão, mas acabei fechando. Montei o segundo e fechei novamente. Aí vim para São Paulo, fui para a Europa, onde fiquei dois anos. Quando voltei, montei a festa. Mas não me arrependo de ter viajado para fora, de ter me prostituído. Tudo o que eu fiz me serviu de alicerce para a pessoa que eu sou hoje.  

- O que esta festa significa para você?

Muita coisa porque, logo quando montei, ocorreu um problema muito sério na minha vida. Foi um desfalque muito grande - um "amigo" pediu dinheiro emprestado para um projeto e sumiu com tudo o que juntei da Europa. Fiquei no zero, arrasada e quase entrei em depressão. A festa serviu de alicerce para eu me agarrar, senão certamente iria cometer uma loucura. Ela serviu de remédio, me tirou daquela angustia, da depressão, me salvou e me motivou.


E como deu a volta por cima? 

Quando esse "amigo" deu o calote, faltava uma semana para a festa do meu aniversário. Acabou que as pessoas souberam o que eu passei, de como eu fiquei e me apoiaram. Foi uma união dos amigos, que me fizeram superar. Hoje, m
uitas vezes eu não tenho lucro, mas não existe possibilidade de eu desistir da Terça trans. As pessoas devem entender que a única festa de São Paulo que tem as travestis e transexuais como divas, então não podemos perder. 

- O que você sente quando vê o espaço cheio, as pessoas se divertindo, a música rolando?

Me sinto grata, não tem explicação. É maravilhoso subir no palco, ver as pessoas me aplaudirem, querer tirar foto comigo. É muito legal ver pessoas me adicionando nas redes sociais, me desejando felicidade, sucesso. A Terça Trans é o filho que nunca tive. Então, filho a gente mima, a gente cuida, a gente acalenta. Eu cuido da Terça Trans e a Terça Trans cuida de mim. Existe uma parceria aí. 

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"Quero ressaltar o trabalho de quem já fez tanto por nossa comunidade"

Você tem até se apresentado nos palcos e concorre até um prêmio de Talento Trans...


Tudo ocorreu por acaso. Ano passado, a apresentadora da festa em  homenagem que fizemos à Talessa Top não compareceu e eu tive que apresentar pela primeira vez. Depois, fiz uma performance dublando "Vou Seguir", da Marina Elali e sempre que tem alguma festa de amigas eu faço alguma apresentação. Brinco que não sou apresentadora, que não sou artista, mas as pessoas me recebem bem. Até porque procuro fazer com prazer, colocar um vestido diferente, uma maquiagem diferente, uma performance diferente...

Qual é o seu maior sonho? 

Sonho que esta festa entre para o calendário de festas de São Paulo. Eu sei que é um pouco complicado, mas quem sabe um dia a gente consegue, né?

 SERVIÇO 

A Terça Trans está localizada na Rua Bento Freitas, 66, Largo do Arouche, em São Paulo. 
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"É uma festa onde trans, gays, lésbicas e héteros são bem-vindos"

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